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Produção de grãos marca recorde com mais de 250 milhões de toneladas

31 agosto 2020

O Blog cultivar noticiou que a produção de grãos da safra 2019/20 do Brasil caminha para o desfecho final de mais um recorde, com a marca de 253,7 milhões de toneladas. Um crescimento de 4,8% sobre a produção da safra passada. Soja e milho são os carro-chefes dos grãos, que representam perto de 90% da produção nacional. Os dados podem ser conferidos no 11º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O estudo analisa as culturas de terceira e de inverno, de olho no comportamento climático que vem favorecendo as lavouras até agora, dado o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das commodities. A soja já tem garantida a produção recorde estimada em 120,9 milhões de toneladas,  com  ganho de 5,1%. 

Também o milho total, recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de toneladas, já encerrou a primeira safra e caminha para o fechamento da segunda, dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia). 

As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de crescimento de 12,1% na área plantada, com destaque para o trigo, que sinaliza um crescimento de 14,1% e alcance de 2,33 milhões de hectares. 

Dependendo do clima, a produção deve chegar a um recorde de 6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6 milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica, sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas.

O algodão aumenta 5,4%, prevendo uma produção de 2,93 milhões de toneladas de pluma. E o feijão total cresce 5,4%, alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é da espécie comum cores.

Exportações de grãos

A história de recordes da safra continua. No caso da soja, o mercado indica uma estimativa de exportações sem igual este ano, com 82 milhões de toneladas, devido à expectativa de câmbio elevado e as negociações antecipadas que estão ocorrendo.

O arroz também tem boas perspectivas de mercado, com exportações recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o período de comercialização da nova safra.

Fonte: Blog Cultivar